Como evitar a banalização do papel do Agile Coach nas empresas?

Agile Coach

Como qualquer outro papel dentro do ambiente corporativo, há uma série de habilidades essenciais a serem adquiridas antes de exercer o papel de Agile Coach. Ao resolver implementar qualquer metodologia, processo ou frameworks ágil dentro de uma empresa, é necessário que haja um profissional capacitado que atue como um facilitador, orientando o processo à equipe e à empresa. Ninguém realiza bem um trabalho sem antes entender como e porquê fazê-lo. É sabido que o Agile Coach deve garantir o entendimento, primeiramente, do que é o Agile para todos os envolvidos no processo de criação de produtos e serviços. Depois disso, acompanhar todo o processo e suas etapas, atuando de maneira colaborativa e próxima do time, incentivando o passo a passo da implementação.

Quem conhece um pouco sobre a origem do “Agile”, sabe que o mesmo ganhou destaque com o advento do manifesto ágil de 2001 que a princípio tratava do aprimoramento no desenvolvimento de softwares.

Já o papel do Agile Coach é bem mais recente — a primeira formação no Brasil é de 2017 e foi criada e vem sendo aprimorada pela empresa Massimus. Desde o começo era esperado deste papel que fosse como um consultor, ajudando Scrum Masters, Product Owners e o time de desenvolvimento a se adaptar e responder às mudanças maximizando valor e resultado das empresas.

Com o passar do tempo, os métodos acabaram provando sua eficiência, e logo se espalharam por todas as áreas corporativas, deixando de limitar-se apenas à área de tecnologia. Por isso, muito se engana quem ainda prende o Agile na caixinha do desenvolvimento de software e entende que as práticas ágeis se limitam apenas para ‘’o pessoal de T.I.’’. E isso é muito mais comum de acontecer do que deveria, porque ainda existem profissionais que se auto intitulam “Agile Coaches”, mas não aprimoram seus conhecimentos na área e oferecem sempre mais-do-mesmo — o que não combina com o objetivo do Agile, que é feito para ser adaptativo, sempre respondendo às mudanças.

Com a disseminação dos métodos, processos e frameworks ágeis, é necessário muito aprimoramento para que esse papel não seja visto como algo banal, que não tenha nada a acrescentar, já que saber Scrum, Kanban e ter as certificações reconhecidas pelo mercado como: CSM, CSPO, KMP I e II (e até a formação de Agile Coach) já se tornou básico.

O Agile Coach, que antes dominava apenas os métodos e ferramentas ágeis e tinha conhecimentos em T.I, hoje precisa ir muito além: dominar hack management, gestão, business, governança adaptativa, cultura da experimentação e, é claro, técnicas de coaching.

Como o papel do Agile Coach nasceu basicamente focado em desenvolvimento ainda se remete muito à tecnologia, mas suas funções agora deixam de ser limitadas a times de desenvolvimento. Além de todas as outras competências que já carregava, tem de ser o facilitador de uma Transformação dentro de uma empresa e mudar a mentalidade de quem ainda tem o pé atrás com o processo. Deve propagar os benefícios que uma transformação trará para a empresa como um todo, buscando aprimorá-la durante o processo. A equipe, por sua vez, se sentirá segura por ter um acompanhamento próximo e por compreender bem cada etapa do que faz dentro da empresa. Muitas vezes os colaboradores das empresas se perdem em processos, ou não se sentem capazes de tomar decisões que impactem o negócio. E é exatamente para dar a segurança necessária que o Agile Coach da nova gestão deve se preocupar, principalmente, em aprender ainda mais sobre gestão, negócios e pessoas, para ter jogo de cintura e tornar a implementação de uma real transformação menos dolorosa para a empresa.

‘’Facilitar mudanças é mais efetivo do que tentar preveni-las’’ uma rápida lida no Manifesto Ágil já poderia ajudar empresas veteranas que ainda relutam quando ouvem falar de transformação. Já que temem que o processo de transformação não seja algo tão positivo quanto dizem. Neste momento, se fazem necessárias habilidades para que ocorra uma mudança significativa de mindset, onde o Agile Coach deve agir como um Agente de Transformação. Ele irá propor essa transformação para o bem da empresa e colaboradores. Esse processo de implementação pode ser complicado no início, se analisarmos, é uma mudança a nível estrutural e cultural e mexe com a base da empresa.

A transformação é um processo contínuo, adaptativo que vai evoluir de acordo com a maturidade da empresa, por isso os colaboradores que estarão à frente da transformação, como por exemplo um Agile Coach, devem estar sempre atualizados para ajudar a empresa na melhoria contínua rumo à desburocratização.

Entendeu agora porque o papel desse profissional vai muito além de projetos de T.I? O bom Agile Coach deve seguir o conceito de lifelong learner, e estar em constante aprendizado para que seu papel não caia na banalização, e sempre tenha algo de novo para oferecer ao mercado. O Agente de Transformação, que vai trazer a Transformação Organizacional para dentro das empresas deve estar constantemente atualizado e aprendendo sempre mais!

Existem inúmeras barreiras e obstáculos que devem ser vencidos em um processo de transformação, porém primeiramente precisa-se vencer o mais importante que é a barreira do conhecimento para adquirir as ferramentas e técnicas adequadas para lidar com os entraves corporativos.

E você, quer ser o profissional que propõe e lidera a mudança, ou o que vai sofrer com ela?

Espero que esse artigo tenha te ajudado e sinta-se convidado para participar da nossa websérie gratuita sobre o Agente de Transformação de 7 a 10 de dezembro de 2020:

A Massimus é uma empresa que realiza treinamentos oficiais pela Scrum Alliance e oferecemos soluções Scrum através de Agile Coaching e Mentorias.

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